• Flavio Moreira

Influência - O que repercute em você?

Indução: todos somos induzidos? Todos podemos também induzir? O que está além do que nós comumente entendemos sobre influenciar?


Ouça aqui o complemento deste artigo, o episódio 35 do podcast Vem Cmg Expresso.


Tente mover o mundo. O primeiro passo será mover a si mesmo.

Platão


Você já entrou em um lugar e teve a sensação de que havia algo de errado com aquele ambiente? Sentiu que as pessoas estavam diferentes do seu comportamento habitual? Já aconteceu na sua família, no seu casamento, no seu ambiente profissional ou com seus amigos?


O que você sentiu quando esses climas não eram bons? O que você pensou?


E quando você chegou em ambientes onde a vibe estava com o astral lá em cima? Pessoas sorrindo, brincando, interagindo e fazendo festa pelo simples motivo de estarem vivendo um momento agradável juntas... Como você percebeu isso tudo?


O tempo inteiro estamos influenciando e sendo influenciados. Mesmo que nem todos sejam pessoas possuidoras de um perfil de alta extroversão, até os introvertidos influenciam. Ao contrário do que talvez possa se pensar, não é apenas o ato de falar que leva a indução.


Nossos olhares, gestos, tom de voz e postura podem ser mais influentes que nossa capacidade de discursar. Não é preciso ser um líder para gerar influência.


Mas se não é necessário liderança para influenciar, por que existem os que comandam e os que são subordinados? Por que nem todos conseguem ser influenciadores?


Porque a influência que falarei nas próximas linhas é mais sutil do que a usada para mover pessoas e atingir objetivos.


Introvertidos e extrovertidos possuem a linguagem corporal como instrumento de comunicação. Quando nos movimentamos, dizemos coisas e agimos nem sempre estamos preocupados se estamos comunicando algo positivo ou não. Nós simplesmente fazemos.


Dai surgem vários dos problemas de comunicação onde pessoas ficam chateadas umas com as outras, sem muitas vezes entenderem os motivos. Vamos compreender isso melhor.


Neste momento, escrevo esse artigo de uma sala de estudos dentro do condomínio onde moro. Se alguém chegar e me cumprimentar com um bom dia e eu responder de volta, a forma como eu responder pode passar diferentes mensagens para essa pessoa.


Se eu respondo bom dia com um sorriso, olhando nos olhos da outra pessoa, eu passo uma mensagem de alegria. Se eu dou um bom dia sem olhar para ela e sem tirar os meus olhos dessa tela, eu entrego uma mensagem de desinteresse no outro e concentração no que faço.


Se eu responder com um tom de voz que soa baixo e sem entusiasmo, eu comunico desânimo ou tristeza, falta de tesão pela vida. Se digo bom dia de forma enérgica, com fisionomia fechada, séria e tom de voz ríspido, posso passar que estou irritado.


E se eu não respondo nada, após ser cumprimentado, eu posso claramente ter transmitido duas possibilidades: eu não ouvi o bom dia ou fui muito mal educado.


Perceba que existem diferentes tipos de comunicação que eu posso fazer para a mesma situação. A forma como eu escolho me comunicar é o que fará a diferença sobre o que eu transmito e entrego para a outra pessoa.


Essa transmissão da forma como me comunico é a influência. A maneira como respondi o cumprimento do outro induz a forma como ele vai lidar com a situação em relação a mim e ao ambiente dali para frente.


Claro que a maneira como ele vai reagir dependerá do modelo de mundo que ele tem, que é a forma como ele interpreta a realidade, o que é assunto para outro post. No entanto, isso não tira a minha responsabilidade, a respeito do que está no meu controle, para enviar uma comunicação adequada.


É claro que as chances são maiores de eu ter criado um ambiente favorável ao diálogo se eu respondo o cumprimento de forma alegre e espontânea, ao passo de que há maior tendência de ter comunicado um fechamento e blindagem a conversas se me mantenho calado ou não desgrudo os olhos do computador enquanto retribuo a saudação.


Essas minhas diferentes possibilidades de me comunicar influenciam a forma como o outro vai se portar em relação a mim a partir desse momento. Essa indução cria o clima do ambiente. A vibe alto ou baixo astral.


O que eu comunico é como uma vibração que corre como ondas até o outro. Se vibro amor, aumento significativamente as chances de ter este sentimento reverberado de volta. Se vibro ódio, as chances se elevam de ter o ódio vibrando de volta para mim. Se não for o ódio (pois existem pessoas iluminadas que mesmo diante do recebimento de emoções de baixas vibrações dos outros se mantêm vibrando amor), ainda assim terei criado uma bolha que me fecha em torno do recebimento de NADA.


Essa vibração é propagada pelo nosso humor, pelo que pensamos. Tudo começa na mente, pelo que escolhemos pensar sobre nós, sobre os demais, sobre o que nos acontece e todos os estímulos externos.

Como as pessoas, situações e coisas repercutem dentro de você?


Como ouvir funk repercute dentro de você? Como ouvir rock repercute na sua mente? Como ouvir música clássica repercute no seu interior?


O que acontece com suas emoções ao assistir a um filme de romance? E de terror? E de suspense? E de ação?


Quais sentimentos você experimenta ao assistir aos noticiários? As notícias de tragédias, mortes, tiroteios, doenças?


O que você experimenta ao assistir aos jogos do seu time de coração? Ao assistir um vídeo sobre meditação, sobre soluções tecnológicas, sobre superação e motivação?


O que você sente quando é ofendido? E quando você ofende? E quando você reclama? E quando reclamam com você?


Todas essas coisas exemplificadas nessas perguntas filosóficas, e tantas outras nem citadas, nos ensinam que somos influenciados e influenciamos. Porém, a questão é: por quem e pelo que nos deixamos influenciar?


E a outra questão, também não menos importante: o que você induz os outros?


Sem julgamentos, mas válido para reflexão, é grandioso de nossa parte quando fazemos esse exercício de consciência. Descobrimos se estamos sendo instrumentos de evolução pelo amor ou pela dor do outro.


Também esclarecemos quem e o que são nossas influências afetivas ou não. Se estão nos levando a progressão ou nos mantendo prisioneiro de nossos medos e angústias, alimentando o egoísmo, a falta... Tudo o que nos separa dos demais e nos afasta do espírito de unidade e fraternidade.



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