• Flavio Moreira

Inseguranças

O Vem Cmg Expresso dessa semana traz como tema as inseguranças que tanto revelam sobre baixa autoestima e autoconfiança.

Imagem de Janko Ferlič via Unsplash


Se até Elton John apresentou insegurança, por que você deveria ficar de fora dessa?


Na realidade você realmente deveria ficar de fora dessa! No episódio do podcast Vem Cmg Expresso, dessa semana (e que você pode ouvir ai em cima), eu falo sobre um momento de insegurança do cantor e compositor Elton John, que foi mostrada no filme Rocketman.


Nessa película que conta sobre a vida e carreira de Sir Elton John, a gente fica conhecendo um pouco mais sobre os altos e baixos do músico ao longo dos anos.


No podcast você pode ouvir mais sobre o que conto sobre isso por lá.


A insegurança me parece ser fruto da baixa autoestima e baixa autoconfiança. Pessoas que apresentam esse comportamento podem apresentar dificuldade para se apreciarem físico e mentalmente.


Geralmente não conseguem reconhecer sua beleza externa e não se sentem satisfeitas em como são. Não acreditam seu sua capacidade e duvidam de suas habilidades. Acreditam facilmente no que disserem sobre elas, sem antes fazer uma avaliação própria sobre o que elas mesmas acreditam sobre si.


Tem dificuldades para filtrar o que dizem a seu respeito porque pouco se conhecem e se valorizam. Na verdade, elas aprenderam a viver e acreditar que a vida é assim, mesmo que não tenham exatamente consciência disso.


Muitos são os casos em que a pessoa com baixa autoestima e baixa autoconfiança não sabe que possui isso no seu comportamento.


Outras tantas situações o indivíduo sabe que tem problemas com a estima e confiança, mas não acredita que pode fazer algo para mudar a situação. Apenas aceita o fato e internaliza como característica para o resto da vida.


Alguns não sabem por onde começar para operar a mudança necessária para mexer nesses fatores, que se trabalhados para desenvolvimento da forma correta, podem transformar para muito melhor a vida de quem sofre desses males.


Mas como trabalhar para elevar a autoestima e a autoconfiança e me tornar uma pessoa mais segura?


Um mergulho no autoconhecimento é o primeiro passo. As vezes a pessoa não sabe os motivos de sua insegurança. Ela apenas sente que é por causa de algumas dificuldades de posicionamento diante de situações ou pessoas.


É preciso se questionar, observar e entender em que momentos você se sente mais insegura(o). É na hora de tomar decisões difíceis? É diante de escolhas simples? No convívio com pessoas? Nos relacionamentos amorosos? Na vida profissional?

Será necessário se perceber e investigar. Nada vem do anda. Quando descobrir em que situações você se percebe em mais insegurança, pergunte-se o motivo. Depois da primeira resposta, continue perguntando em cima do que foi respondido.


Por exemplo:


Pergunta: Por que fico insegura na hora de escolher se passo o ano novo com meu namorado e os amigos ou se passo com minha família?

Resposta: Porque tenho medo de desagradar aqueles com quem e não escolher estar nessa data.

Pergunta: Por que tenho medo de desagradar os que eu não escolher passar o ano novo?

Resposta: Porque eles podem ficar chateados comigo.

Pergunta: Por que eles ficariam chateados comigo?

Resposta: Por que eu os magoei ao não escolher estar com eles nessa data.

Pergunta: Por que isso os magoaria?

Resposta: Porque pode mostrar que não estou tendo amor por eles.

Pergunta: Por que isso mostraria que você não tem amor por eles?

Resposta: Porque eu estaria os abandonando.

Pergunta: Eu tenho medo de ser abandonada?

Resposta: Tenho muito medo de ser abandonada pelas pessoas!


Essa última resposta mostra o seu medo raíz. Perceba que a primeira resposta medo de desagradar é algo muito primário e está longe de responder o real motivador para que você se mantenha insegura(o).


Porém, quando você responde que tem medo do abandono, depois de toda aquela triagem de perguntas feita pela escavação, você encontra o núcleo do problema, o maior motivador. Você tem medo de perder o amor das pessoas causado pelo abandono.


Nunca se contente com a primeira resposta.


Perder o amor de alguém é um dos seis medos básicos do homem, segundo algumas literaturas, entre elas, alguns livros do escritor Napoleon Hill.


Esse foi só um exemplo e não quer dizer que é o seu caso. Mostrei aqui como funciona essa ferramenta que pode te ajudar nesse processo de autoconhecimento para iniciar uma ação que desenvolva a sua segurança.


O segundo passo é questionar a racionalidade desse seu medo. Continuando o exemplo dado, vamos manter esse núcleo central que foi apontado como sendo o medo do abandono.


Existe alguma racionalidade nesse seu medo? Você de fato pode ser abandonado(a) pelas pessoas? Você age de forma que parece ameaçar a sua presença diante das pessoas a ponto delas quererem te abandonar?


Muitas vezes essas coisas foram ditas em algum momento da vida, em alguns casos de maneira inocente, mas interpretamos como algo real.


Alguns pais dizem inocentemente aos filhos de 4 anos de idade que se não estiverem imediatamente do lado deles ao chamarem, eles vão deixar a criança ali para alguém pegar. Como a criança não tem filtros ela pode facilmente interpretar aquilo como verdade e criar um medo enorme por conta disso.


O problema é que o inconsciente absorve isso como uma grande ameaça, e sem saber, cultivamos isso para o resto da vida e nem nos damos conta de que tem a ver com aquela situação lá de trás.

Sequer imaginamos que uma simples situação dessa é aplicada a centenas de outras situações de insegurança da vida adulta. Não há mais o abandono dos pais de presença física, mas já está instalado um aplicativo de ordem emocional, que funciona como um alerta a qualquer ameaça que possa representar o abandono.


Ciente disso, ao trabalhar a racionalidade desse medo, questionando se ele é real e verdadeiro, se verdadeiramente ele poderia acontecer, você percebe que não é nada daquilo e que não há nada com que você deva se preocupar sobre ser abandonado(a).


Claro que não é tão simples assim. E agora tem o passo três e talvez mais duradouro e variável de pessoa para pessoa. Um novo aplicativo precisa ser instalado no lugar. Você quer colocar em você o aplicativo da Segurança de Si Mesmo.


Mas não basta racionalizar o antigo medo. É preciso confrontá-lo.


Dê a oportunidade a si mesmo de criar mentalmente situações que disputem que agora você não tem mais medo de ser abandonada(o). Visualize, na mente, situações em que o antigo medo de ser abandonado pudesse aparecer para você e sinta como você reagiria.


Faça isso por algumas vezes até sentir que verdadeiramente não sente mais aquele medo de abandono (seguindo a linha do primeiro exemplo, mas se aplica a qualquer outro tipo de medo ou crença).


Depois disso, vem o quarto passo com: trabalhe, durante um tempo (e aqui vem a variação), afirmações positivas sobre o que você acredita de novo agora e que é fortalecedor.


Mantendo o exemplo, se não existe mais o medo do abandono e agora você está seguro(a) disso, trabalhe afirmações positivas diariamente que confirmem o novo pensamento de força.


Por exemplo: diga todos os dias, e repetidas vezes, Eu sou seguro de mim e confio no que acredito e falo.


Traga uma emoção verdadeira para essas afirmações para ajudar no processo. Evite frases do tipo Eu não sou inseguro e não tenho baixa autoestima e autoconfiança. Expresse sempre frases afirmativas.


Perceba que nessa última você menciona as palavras insegurança e baixa autoestima que é tudo que você quer evitar. Por isso, não traga isso de volta nas lembranças trazidas pelas palavras.


Recaptulando:

  1. Identifique onde a insegurança acontece e escave (perguntas) para achar o motivo raíz;

  2. Questione a racionalidade desse motivo e encontre a verdade que fortalece;

  3. Instale a Segurança em si e dispute o antigo medo;

  4. Pratique as afirmações positivas diariamente.

Mantendo a consistência nesses passos, você verá que aos poucos se livrará do tal medo que gera essas inseguranças. Não espere resultados rápidos e milagrosos, pois eles não existem. Tudo é uma questão de pensamento.


Mudando seu pensamento você muda sentimentos e comportamentos. Também não descuide, mantenha uma mente que pense e formule sentenças e situações positivas para que não volte para a zona da insegurança.



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