• Flavio Moreira

O que é importante na vida?

Atualizado: 30 de Jul de 2020

Dinheiro, casamento, filhos, carreira, casa própria, o amor da sua vida, casa de praia, viagens, amigos, contribuição... O que de fato importa para você?


Imagem da NASA via Unsplash



Nem sempre eu soube o que realmente era importante para mim. É muito verdade que passei muitos anos sem nem mesmo me questionar sobre isso.


Também é importante dizer, que durante um bom tempo, saber ou não o que é relevante na minha vida não me fez a menor diferença. Concluí o ensino médio, me graduei, fiz pós graduação, fiz amizades e viajei bastante.


Conheci muita gente, fui a muitos restaurantes, vivi grandes momentos e outros não tão bons assim. Errei muito, também aprendi muito, mas vivi durante muito tempo num fluxo contínuo no modo automático, igual a quase todo mundo.


Me acostumei tanto a viver como quase todo mundo, e isso era tão comum, que nem abria espaço para questionamentos existencialistas. Mas será que precisamos levantar questões existenciais para viver?


Eu cheguei a conclusão que não. Não precisamos fazer perguntas sobre qual o sentido da vida, qual a nossa missão aqui, de onde viemos e para onde vamos, qual o nosso propósito. Aliás... Por falar nisso, precisamos ter um propósito de vida? E se eu não tiver o que acontece?


É sobre isso que se trata esse post de hoje. Gostaria que você ficasse aqui comigo para eu te trazer não só uma reflexão, mas também, uma ideia muito baseada em conhecimentos que venho estudando e que atravessam a história da humanidade por anos e anos.


Como eu comecei escrevendo no início desse artigo, vivi anos num piloto automático da vida com o roteiro que me foi entregue de diferentes pessoas.


Esse roteiro único foi entregue por pessoas que têm todo o amor do mundo e claro que não fizeram isso por mal. Eles queriam o melhor para mim. Eu acredito que ainda querem. Elas entregaram esse roteiro porque é exatamente o que elas acreditam. Muitas delas viveram esse mesmo roteiro, e deu tão certo para elas (ou não), que elas venderam a todo custo essa fórmula.


Essa fórmula era um manual de como viver a vida com toda uma sequência lógica de todas as fases que deveriam acontecer conforme a receita de um bolo.


Óbvio, que como uma receita, se você deixa de seguir um dos passos, esse bolo pode solar, pode ficar com menos ou mais açúcar do que o ideal, pode crescer menos do que deveria. E se isso acontecer, não seguir a receita como te foi explicado, você estragou tudo.


Assim é essa fórmula da vida que recebi. Um roteiro tão bem escrito que se funcionasse realmente para todos, da mesma forma como é vendido, viveríamos de fato em um mundo sem muitos dos problemas que temos. Porém, e ao mesmo tempo, teríamos outros problemas.

Será que não teríamos uma quantidade tão grande quanto ou maior de pessoas insatisfeitas com suas vidas?


Não sei... Não vivemos esse mundo para saber. Se existe uma realidade alternativa em que não temos acesso, talvez essa pergunta possa ser respondida com exatidão.


Eu segui esse roteiro por muitos anos até chegar um momento, em que aos poucos, desviei algumas regras de conduta desse modelo. Fiz algumas coisas um pouco diferentes. Não tudo de uma vez... realmente foi aos poucos, e com muito medo em alguns casos.


Sim! Eu tinha muito medo de alguns passos ousados que tomei. Talvez fossem ousados para mim, mas nem tanto para você ou outras pessoas. Porém, a maneira como fui educado e com as crenças que acredito ou acreditava, certas ações e decisões que fiz continham certo grau de ousadia para os meus padrões pessoais e familiares.


O interessante é que foi justamente nesse momento em que vieram algumas, e desculpe o termo, PORRADAS. Eu, que nunca ou muito pouco, tinha sido atingido por asteróides de acontecimentos da vida, comecei a enfrentar turbulências com mais frequência, e gradativamente, o nível dessas sacudidas foi aumentando para um level (nível) mais desafiador.


Esses acontecimentos pareciam testes, que vieram como grandes provas para testar a minha resiliência, capacidade de manter a sanidade e a racionalidade. Comecei a enfrentar coisas na vida que eram muito distantes da minha realidade até eu começar a viver a "ousadia".


O que estava acontecendo afinal? Eu comecei a viver.


E o que isso tem a ver com o que é importante para você?


Bem... Eu vou parar um pouco de falar de mim para falar sobre nós, e ai, chegamos a você. Tá certo?


Enquanto não decidimos as coisas por nossa conta não há liberdade. Parece óbvio, mas é o que muitas e muitas pessoas vivem no dia a dia há anos. Elas seguem um roteiro igual ao que nos foi explicado na escola sobre nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Eu incluiria fazer faculdade entre crescer e reproduzir.


O problema não é fazer a faculdade. O problema também não é nascer, crescer, reproduzir ou envelhecer antes de morrer. A questão é: reproduzir e fazer faculdade são importantes para você? Ou essas foram etapas que foram ditas que você deveria fazer. O quanto de você tem nessa imposição/afirmação?


Enquanto a gente não se questiona sobre o que é importante para a gente, vivemos o roteiro dos outros, o plano que foi escrito para fazermos sem ter a noção se aquilo se encaixa com o nosso verdadeiro modelo de mundo, ou seja, o que é verdadeiramente importante para cada um de nós.


Muita gente faz faculdade e nem sabe por que está fazendo, se casa sem saber por que está casando, vota num candidato sem saber por qual motivo vai votar nele. Trabalha numa multinacional sem saber se aquilo tem algum alinhamento com o que importa para os seus objetivos. Vivem seguindo a boiada.

O pensamento comum. Se todos ou a maioria faz, é bom. É o certo. Então nessa linha seguirei.


No entanto, se esse é bom para todo mundo não for importante para você, se não fizer o menor sentido na sua vida, em resumo, se não for a sua verdade, o seu caminho será de dor, sofrimento, tédio, frustração. Será a morte antes de morrer.


É por isso que saber o que importa para você faz toda a diferença na sua vida. Se você não se questionar sobre isso, você até vive. Não acontece necessariamente nenhuma tragédia, mas vai ser bom ou ruim para você isso? Traz crescimento ou uma vida mais ou menos?


Você, eu, nossos amigos, as pessoas... Nós costumamos assumir muitos valores que não são nossos. Geralmente vieram de nossos pais, nosso ambiente familiar, dos nossos amigos, da escola, do trabalho. E é claro que você não tem que ser um do contra, mas o mínimo que você poderia fazer, é se questionar sobre que ideias são realmente suas e quais não passam de imposições ou pensamentos dos outros.


Algumas ideias dos outros são parecidas com as suas e isso é normal. Porém, nem sempre serão. E quando não for? Como faz?


Você, então, separa. Racionaliza, entende, processa, digere e chega a SUA CONCLUSÃO.


Você é um ser próprio. É justo e verdadeiro saber quem você é. No processo de autoconhecimento você é lavado(a) a decifrar os seus códigos e alcançar suas verdades. Desvendar essas verdades, as vezes, pode trazer dor, mas faz parte do processo.


Você não vai entender o que importa se não for transparente com a pessoa que é mais importante na sua vida: você.


Essa não é uma visão egoísta. Pelo contrário... Se você não se coloca em primeiro lugar na escala de diálogo, intimidade e amor, como você espera que será sua relação com as demais pessoas? Será você capaz de entender e ajudar alguém?

Se você não recorrer ao seu íntimo, qualquer caminho, palavra ou pensamento dos outros será o seu guia e você viverá os desejos de todas as pessoas menos os seus. Qualquer caminho servirá, afinal de contas, você não sabe o que importa para você.


Quando você volta o seu olhar para dentro, por meio das perguntas que desafiam o conhecimento sobre você e sua vida, você faz uma viagem para um universo imenso dentro de você que mostra muitos caminhos, mas que ao mesmo tempo é capaz de hierarquiza-los em ordem de prioridade.


Saber os valores que você carrega e que não abre mão, pois são importantes para você, e na forma que você os entende, traz um nível de clareza que abre caminho para viver uma vida extraordinária.


Vida extraordinária não é aquela em que você ganha R$ 300 mil por mês, viaja todo mês para o exterior, mora numa mansão, vive com o amor da sua vida, tem dois filhos e um cachorro.


Vida extraordinária é aquela em que você vive a sua verdade, pois sabe exatamente quais coisas importam para você e que satisfazem suas necessidades em todas as áreas da sua vida. É aquela em que você entende que sua evolução não pára quando atinge o primeiro objetivo, e sim, que tem outros marcos que vão surgir a medida que você vai batendo as suas metas, contribuindo com pessoas e algo que acredita, formando assim uma vivência de real prosperidade.


A sua vida extraordinária pode ser aquela dos 300 mil se fizer sentido para você. Mas também pode ser morar numa ilha, numa casa de um cômodo, com uma pequena comunidade, vivendo da pesca e tendo uma vida sem grandes pertences. Se essa for a sua verdade, com o que é importante para você, logo, estará plena(o) e vivendo pelos seus valores.


Você viverá uma vida com propósito e de propósito. Então saberá o que é felicidade.




Conheça outros dos meus artigos que têm assuntos relacionados com este que você acabou de ler:

O que acontece se você praticar o autoconhecimento?

Como é ter uma autoestima alta?

Como se blindar da crítica e do julgamento por meio do autoconhecimento


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