• Flavio Moreira

Vontade não será suficiente para você

Entenda porque imaginar mudanças é fácil e por qual motivo operar a ação é desafiador, fazendo com que muitos desistam.



A vontade pode até ser legal, mas ela, sozinha, não te impulsionará para suas realizações. Muito se fala sobre ter ou não força de vontade para ser uma pessoa realizadora, porém como isso de fato funciona?


Nesse artigo, eu trago combinações da neurociência, da filosofia hermética e de estudos sobre a atenção para explicar o que devemos fazer para sermos pessoas que realizam.


No topo desse artigo você encontra o episódio #39 do Vem Cmg Expresso, onde falo sobre as mentes consciente e inconsciente e vontade.


Passei a vida ouvindo sobre força de vontade e isso era uma constante na minha infância. Principalmente quanto as notas escolares por exemplo. Essa era a visão dos meus pais em relação a isso.


No vídeo que compartilho abaixo, o neurocientista, Pedro Calabrez, fala por volta do minuto 40 ao 57, por quais motivos a força de vontade não é suficiente para que possamos tirar planos e objetivos do papel e realizar grandes mudanças.

Na filosofia hermética, uma sabedoria do antigo Egito, uma das 7 leis é a de Gênero, que dá nome ao episódio do Vem Cmg Expresso dessa semana.


Esse termo Gênero não é utilizado para classificar a distinção entre sexos, mas sim para dar o significado de criação, geração... Ou seja, originar algo a partir da união entre um princípio masculino com um princípio feminino.


No livro Foco, de Daniel Goleman, em um dado momento o autor disserta sobre o que cientistas chamam de mente consciente e mente inconsciente, que todos nós temos.


Nesta parte do livro é possível entender que a mente inconsciente, que segundo o hermetismo é o princípio feminino, é mais veloz, involuntária, automática, intuitiva e está sempre em alerta. Ela é movida pelas nossas emoções e é impulsiva.


Já a mente consciente é o princípio masculino, segundo a filosofia hermética. Essa mente é mais lenta, voluntária, esforçada, sedia o autocontrole que pode anular os impulsos emocionais.


Esse entendimento, junto ao aprofundamento maior sobre todo esse assunto, me levou a concluir que as mudanças que desejamos em nossas vidas dependem de uma atenção direcionada a um objetivo.


É preciso encontrar um porquê que faça sentido para você. E a partir dai, dar pequenos passos em direção a mudança. Com isso em prática, é possível fazer com que o sistema descendente (domínio da mente consciente sobre a inconsciente) exerça o autocontrole.


Assim, não ficamos sujeitos aos impulsos, as vontades imediatas de prazer e acomodação que sabotam realizações, sonhos e planos. Usamos o esforço da mente consciente para administrar a mente inconsciente com aquilo que de melhor essa parte mais rápida tem a oferecer: a imaginação.


A mente inconsciente, esse princípio feminino (mais uma vez, isso não é distinção de sexo), é responsável pela criação, pelas ideias, de pensamentos, conceitos. Perceba que ela tem uma grande importância.


Administrando essas ideias geradas pela mente insconsciente com o esforço da mente consciente você pode obter grandes resultados para sua vida.


A mente inconsciente pode gerar as boas ideias, as imagens mentais de sonhos como a próxima viagem, a casa dos sonhos, a promoção profissional tão almejada, a gravidez muito desejada. E a mente consciente, o princípio masculino, administra essas imagens com planos, organização, esforço e vontade.


Porém, exercer esse domínio da mente consciente sobre a inconsciente gasta muita energia para o nosso cérebro. Aliás, ele fará o possível para minimizarmos esse desgaste, pois não entende que buscamos algo melhor para nós mesmos.


Como a mente inconsciente é mais veloz e dotada de impulsos, ela age mais rápido nas nossas ações, sendo movida pelas emoções. Ela nos faz agir no automático, colocando em prática tudo o que for necessário para não gastar energia.


E você já deve ter sacado que todo comportamento automático gera um gasto mínimo ou nulo de energia por já estar fortemente internalizado.


Se você dirige, é só pensar em como isso é natural para você hoje. Você nem pensa em passar a marcha, reduzir velocidade, olhar o retrovisor. Essa habilidade já está tão bem aprendida, por meio da repetição, que você apenas faz.


Agora compare como era quando você estava aprendendo a dirigir. Provavelmente você suava só de pensar que tinha que girar a chave e já soltar levemente o pé da embreagem, enquanto engatava uma marcha e ainda tinha que prestar atenção a tudo que acontecia fora do carro.


Como isso ainda não era comum para você, não estava no seu automático, e gerava muito esforço (o uso constante da mente consciente), logo, muito gasto de energia. Pode até ser, que nas primeiras aulas, você se sentisse até mesmo um pouco estressada(o) e ansioso. Quando a aula acabava ou quando você chagava ao seu destino, você pode até ter se sentido muitas vezes cansada(o), como se toneladas tivessem sido tiradas de seus ombros.


O mesmo acontece para toda mudança de hábito na vida. Exige domínio da mente consciente sobre a inconsciente. Normalmente, usamos mais o nosso sistema ascendente (da mente inconsciente para a consciente) e isso nos coloca, muitas vezes, no medo, na insegurança, na ilusão, na separação e no egoísmo.


Esse é o maior de nossos problemas. Essa falta de domínio, o autocontrole, gera uma vida ilusória onde tudo tememos, onde segregamos pessoas e nos deixamos levar por ideias e mentes de outros que insistem em serem guiados pelo egoísmo.


Nesse caso, você opera pelo automático, sem uma autocrítica. O que vale é o impulso. Quanto de suas ideias são realmente suas? O que você realizou até hoje na sua vida que fez porque foi algo dotado do que realmente faz sentido para você e não do que te disseram como deveria ser?


Voltando ao exemplo da direção, quando você estava aprendendo a dirigir, a tua atenção era tão grande no trânsito, na próxima aceleração, nos veículos a frente, em chegar ao seu destino, que o foco nessas coisas mantinha você no controle de si para realizar tudo aquilo. E você fez.


Portanto, tenha um foco, um objetivo bem definido. Tenha um destino que faça sentido para você.


Experimente aplicar isso para os seus demais comportamentos, vivendo atentamente as experiências presentes, de corpo inteiro, vivendo o momento a cada segundo. Implemente pequenas mudanças, ações menores.


Experimente sair do automatismo do motorista experiente, que apenas dirige, e que tem pressa de chegar ao destino, mas não saboreia a atenção de cada ação executada na direção; onde qualquer destino serve porque ele já dirige de olhos fechados.



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